Quando me vi ao espelho,
depois de uma noite sem sonhos,
percebi como, devagar, tecem as teias do tempo
os traços que me manifestam a morte.
Penetram o fundo de minha pele
e acompanham o progressivo limitar de minhas forças.
Lentos e inevitáveis, esses sulcos
abrem caminho pela face
que me acostumei a desprezar quando jovem.
Atestam, sobriamente, que meu tempo se esgota.
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