Recolho o sentimento todo, e o que se me dá? Por certo que não há de encher a menor das taças que hoje entorno com a voracidade de quem precisa esquecer.
Esquecer... Esquecer e lembrar, é tudo o mesmo! Esse mal-estar, essa náusea, essa angústia têm todos o mesmo sabor da indiferença. Antes causasse dor, que nos denuncia vivos.
Ah, o tédio! Fiel acompanhante nos mais tumultuados dias. Amigo único a seguir-me pelos desertos de uma alma morta. Graças a ti, sentir domesticado, deteve-se nas fontes meu sofrimento: nas barragens da amargura não me permitiu que lágrimas acumulasse.
Ah, noite! Leva-me consigo ao réquiem luminoso da aurora.
Sou um velho cão, que preso sempre, liberto recusa-se a abandonar o cativeiro. Sentir e viver? Nem mais como propósito.
Aos diabos, vós todos! A carruagem chama-me a partida. Desdenho satisfeito a lágrima que outrora ansiei avidamente.
Esquecer... Esquecer e lembrar, é tudo o mesmo! Esse mal-estar, essa náusea, essa angústia têm todos o mesmo sabor da indiferença. Antes causasse dor, que nos denuncia vivos.
Ah, o tédio! Fiel acompanhante nos mais tumultuados dias. Amigo único a seguir-me pelos desertos de uma alma morta. Graças a ti, sentir domesticado, deteve-se nas fontes meu sofrimento: nas barragens da amargura não me permitiu que lágrimas acumulasse.
Ah, noite! Leva-me consigo ao réquiem luminoso da aurora.
Sou um velho cão, que preso sempre, liberto recusa-se a abandonar o cativeiro. Sentir e viver? Nem mais como propósito.
Aos diabos, vós todos! A carruagem chama-me a partida. Desdenho satisfeito a lágrima que outrora ansiei avidamente.
Instabilidades de um espírito vulgar. Ou troca de espíritos que me encarnam. Não importa. Desejo insensato, produto de um coração seco. Mas que hoje jaz alagado pela torrente da dor e da desesperança.
ResponderExcluir