E como pudesse sentir ainda
o perfume doce dos cabelos
a graça dos gestos
o calor vivo do teu corpo
queimando minha alma e esta noite
fria como a morte
baixei as mãos pelo teu rosto
aceitando tua pele
os caminhos do teu lábio
a tempestade do teu olhar cigano.
Sob uma delicada lua azul
recordei cada brincadeira,
cada uma das singelas bobagens que trocamos -
essas pequenas formas de ternura,
mal esquecidas cicatrizes
do tempo em que sorríamos
juntos.
E quando te fosses lentamente afastando
diluindo-te na sombra maior do esquecimento
restei só
e na mansidão vazia desta madrugada
sussurro estes versos ao vento.
Nenhum comentário:
Postar um comentário