Os meus versos, compõe a tristeza.
Aquela que o desejo acompanha
e o sonho dirige.
Tristeza de loucos,
aflição de vivos.
Império do spleen e da volúpia abstrata.
O prazer intangível,
a vontade interdita que o espírito não esquece,
a esperança vizinha que o coração não alcança,
a suave face de uma morte bem branca,
a pena me anima
e o punho enrijece.
Êxtase dos vermes chafurdando a carne,
os meus versos querem a pureza da orgia.
A pureza da orgia!..
ResponderExcluir