Os versos são a minha tragédia
e a poesia, meu modo de estar só.
Não rimo
Não meço
Não canto
Lamento - e as estéticas não me preocupam.
Meus versos
(quanta pretensão!)
não são belo nem lógicos.
Nem os obrigo a um falso tom alegre
- o fino açúcar de confeitaria e a poesia das cartas de amor.
São duros, cruentos, irascíveis.
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