quinta-feira, 17 de março de 2011

exercício de desapego

nesta vida de amores vadios
me enamorei da alegria
e da libertinagem.

procurei noutras almas
a paixão de viver,
mas noutros corpos
foi onde encontrei meu exílio.

bebi na taça da crueldade o melhor de minha solidão.

abraça-me e te contenta!
oferto-me para sempre e todo a ti enquanto durar este agora.

e não chores,
outrora também fui romântico
mas curei-me com um bom conhaque.

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