sexta-feira, 3 de junho de 2011

Epílogo

Ana está morta.

Ficou este caminhar noturno, triste, reticente...
Ficaram estas noites mudas
(muito frias desde a chegada do inverno)
e esta vida seca
                              longa
arrastando-se
com o hábito dos dias.

A gola alta do casaco
o cigarro penso nos lábios
a rigidez das mãos escondida nos bolsos.

Um delicado tom de azul
que nasceu no mundo
desde que
                    Ana morreu.

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