O inverno não era tão frio nos meus anos de infância.
Nem o tempo este vazio terrível
que me pesa sempre mais sobre os ombros.
As manhãs sabiam a frutas recentes,
cheias de cor, viço e beleza.
Borboletas dançavam com os mistérios do vento,
e pequenas flores amarelas cobriam o chão de terra úmida.
Os sonhos brincavam nas noites
com a leveza de bailarinas em vôos fantásticos.
E a insônia, esta minha amiga,
não reinava ainda nestes labirintos ébrios de escuridão.
Nenhum comentário:
Postar um comentário