A ti, poeta das almas e corpos libertos,
dedico um canto angustiado, um novo tema.
Próprio dos espíritos cativos,
dos condenados que povoam minhas cidades,
embriagados pela esperança do não-ser.
Quero cantar esse novo mundo
com a mesma paixão com que outrora cantaste o vosso
e encontrar nele a minha substância.
Meus versos livres,
acorrentados e detidos entre homens incomunicáveis,
sobrevivem do horror e do assombro.
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