As juras de amor
se deveriam gravar na areia
Tão breve o instante quanto duram.
Ardentes ou singelas ou desesperadas,
elas não sobrevivem mais que o intervalo
entre o quebrar
das ondas da vida.
Apagam-se,
violentadas pela fúria
indiferente do devir.
Cada um de seus traços
se vai perdendo cruelmente...
Indistitas cicatrizes
a marcar o solo instável
da alma.
Mas enquanto persistem,
quanta verdade,
quanta alegria e esperanças
carregam.
Explodem através dos fios
que amarram a teia de instantes do Tempo.
Alcançam a eternidade
através daquele breve momento
em que são.
Fugazes? Sim, como a vida...
E também como ela,
infinitas...
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