quarta-feira, 14 de abril de 2010

O amor e seu tempo

As juras de amor
se deveriam gravar na areia
Tão breve o instante quanto duram.

Ardentes ou singelas ou desesperadas,
elas não sobrevivem mais que o intervalo
entre o quebrar
das ondas da vida.

Apagam-se,
violentadas pela fúria
indiferente do devir.

Cada um de seus traços
se vai perdendo cruelmente...
Indistitas cicatrizes
a marcar o solo instável
da alma.

Mas enquanto persistem,
quanta verdade,
quanta alegria e esperanças
carregam.

Explodem através dos fios
que amarram a teia de instantes do Tempo.

Alcançam a eternidade
através daquele breve momento
em que são.

Fugazes? Sim, como a vida...

E também como ela,
infinitas...

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